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Funcionário da Algar tem "status de associado"

03/02/2010

Empresa está entre as melhores para se trabalhar.

No grupo Algar, com sede Uberlândia (Triângulo Mineiro) o controle familiar é sinônimo de gestão profissional. Atuando nos segmentos de telecomunicações, tecnologia da informação (TI), agrobusiness, serviço, aviação executiva e turismo, o departamento de Recursos Humanos atende pelo nome de “talentos Humanos” e constitui-se como uma vice-presidência corporativa, com ligação direta ao CEO, assento no comitê executivo e direito de voto nas decisões estratégicas do(S) negócio(S).


Com um total de 17,5 mil funcionários, que são chamados de associados, a marca Algar é presença constante nos rankings das melhores para se trabalhar nos segmentos de TI e Telecom. Segundo o vice-presidente de Talentos Humanos do grupo Algar, Cícero Domingos Penha, esse reconhecimento é fruto de trabalho contínuo que tem sido realizado nos últimos 20 anos e que não tem data para terminar.


“Temos uma filosofia de gestão de pessoas que se baseia no conceito de liberdade com responsabilidade. Entre os valores da empresa, está a valorização dos talentos humanos”, afirmou. A visão de negócio é “gente servindo gente”. Por isso, a metodologia geral é adaptada para cada um dos negócios da organização, respeitando as características e estratégias de cada companhia.


Desafio – O maior desafio do grupo Algar é o desenvolvimento de pessoal, o que passa de forma obrigatória por investimentos em projetos de treinamentos e capacitação. Em 2009, foram R$ 9 milhões e neste a meta é chegar a R$ 10 milhões.

“O maior desafio do grupo Algar é o desenvolvimento de pessoa,o que passa de forma obrigatória por investimentos em projetos de treinamento e capacitação.”


No período em que a crise financeiramundial provoca uma avalanche de demissões, a empresa contratou 15 mil funcionários, mas não deixou de rever os custos.
Na outra ponta, a empresa também tem um cuidado especial com a qualidade do clima interno. Segundo o gestor, essa é a porta de entrada- e argumento de retenção – para os profissionais.

“Em TI e Telecom não é difícil encontrar pessoas capacitadas. No contact Center, a média de idade é de 20 anos."

“Nessa área, dos 9 mil contratados, mais de 6 mil estão no primeiro emprego”, ressaltou.
Formar pessoas, para o grupo Algar, requer trabalho intenso. “Eles começam conhecendo, a história da empresa, o negócio e o perfil dos clientes. Na frase seguinte, acontece o treinamento técnico e, conforme o profissional vai construindo a sua carreira, aumenta a carga de capacitação em habilidades e competências comportamentais e em liderança”, explicou.


Apesar da diretriz geral e da possibilidade de adaptação, a política de gestão de pessoas é compartilhar com os líderes da companhia, responsáveis diretos pela orientação, motivação e apoio ás equipes de trabalho.


Sucessão – Embora forme profissionais – muitas vezes do zero – a empresa tem como capacitação de sucessores capazes de ocupar cargos estratégicos dentro da companhia. “Queremos ter gente preparada dentro do nosso quadro”, destacou penha. Ao criar oportunidades internas e oferecer diversos incentivos para que os funcionários se desenvolvam continuamente, a empresa conquista a fidelidade de púbico interno.


Com a recuperação da economia, em 2010 a empresa acredita que vai reter os talentos que conquistou. Mesmo assim, assegurou o gestor, a vice-presidência de Talentos Humanos vai continuar atenta a novos desafios, para não comprometer o nível de satisfação das pessoas. ”No grupo Algar, a gestão de pessoas é parceira no desenvolvimento da estratégia de negócios, uma espécie para encontrar soluções e alternativas”, enfatizou.


Os entraves do processo, de acordo com Penha, são a legislação trabalhista atual, “paternalista e desatualizada para a realidade do Brasil atual”. A falta de regulamentação da terceirização também torna as organizações mais vulneráveis.


Otimista como o mercado brasileiro, ele acredita que o próximo governo solucionará problemas estruturais e fará as reformas necessárias, previdência trabalhista e tributária – para garantir que o crescimento do país e das empresas aconteça em um ambiente sustentável. “Quando se reduz os custos para o empregador, o trabalhador e o consumidor final são beneficiados também”, avaliou Cícero Domingos Penha.

Fonte: Diário do Comércio por Luciana Sampaio

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